Soneto de Bar

De cerveja gelada num copo suado marcando a mesa,
De qualquer conversa maneira sem compromisso,
De amigos discutindo e, com vontade, falando asneiras,
De garçons folgados, desatentos e pouco submissos.

Tenho sede de cerveja gelada e petiscos,
De comidinhas gordurosas, tira-gostos (que não tiram),
De lembrar de Vinicius e ousar alguns rabiscos,
De mais cerveja, e histórias que nunca ouviram…

Muita sede de gargalhadas embriagadas,
De olhares insatisfeitos da mesa vizinha,
E das mulheres sempre incomodadas.

Sede que só sacia ao sentar no bar
E no primeiro gole da primeira cerveja
Sentir-se bem ao sentir a vida frear.

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Published in: Sem categoria on 26/02/2013 at 12:55  Deixe um comentário