Ex-sempre-amor

São sorrisos tão sinceros e que não são mais meus.
São conquistas que não são mais partilhadas, nem deveriam.
São planos que continuam, mas com outro personagem, outro romance.
Fora ela a culpada, fora eu desonesto, fora nosso descuidado,
Fora nossa vida desmoronando e descambando no desafeto.

São elas em sentimentos iguais de raiva, tristeza, decepção,
São sentimentos que carregam pesadas lembranças inalteráveis.
São histórias de amor lindas que findaram sem final feliz, porque findaram.
São cartas em caixas, palavras no coração e, no fundo, uma ponta de saudade.
Fora a extinção daquilo que era eterno. E foi! Mas não durou pra sempre.

Fora tudo passando e escorrendo de nossas mãos,
Foram muitas tentativas calejadas de fortalecer as raízes,
Fora muita tensão nos ombros, fora pouca tranquilidade no coração.
Fora feitas mandingas inúteis, súplicas inalcançáveis, e nada adiantou.

Foi, passou, findou.
Assim que aconteceu.
Foi isso que deixou.

Published in: on 20/04/2013 at 12:35  Comments (1)  

Leveza

Minha vontade é enterrar meu nariz nos seus cabelos
E me perder nesse vórtice de vontade e beleza…
De ter em minhas mãos a posse do desejo
E a companhia amável de sua presença.

De sorrir com seu sorriso e te tocar,
Tocar com cuidado e firmeza,
Tocar sua pele, sua face, seus instintos.
Embriagar-me de você numa bebedeira violentamente calma e sem pressa…

Despertas em mim a vontade
Vontade de falar de minhas vontades,
Vontade de revelar com sinceridade
A vontade de te dizer essas vontades.

Published in: on 24/01/2013 at 22:48  Deixe um comentário  

Poeminha pra Luciana

Onde se encontra o amor de minha vida?
Onde minha loira iluminada se escondeu?
Onde assentou a minha morada, minha fiel e eterna morada?
Cadê Lucianinha? Cadê você namorada?

Published in: on 07/05/2012 at 13:19  Comments (1)  

Casas e Cercas

Não sou a favor dos muros inalcançáveis
que protegem coisas do coração das decepções…
De muros feitos de egoísmo, solidão e culpa,
Muros altos, tão altos para fugir da realidade do chão
Fugir da realidade imposta, proposta pelo coração.

Sou mais montar cercas baixas e brancas
Que cercam e mostram a coisa guardada
Cercas leves e acessíveis, pouco pontudas,
Baixinhas pertinho das raízes das plantas
Pertinho dos pés de quem pisa o jardim florido.

As pessoas são assim, casas de alvenaria,
Algumas pintadas por fora, com cores leves,
Outras bagunçadas por dentro
Além daquelas com goteira, infiltrações e tristezas…
Outras casas vazias, sozinhas, silenciosas…
Casas a espera de visitas, ou resistente a invasores.

Casas cercadas, protegidas, guardadas
Por cercas baixas ou muros altos…
Somos nós, casas arrumadas, bagunçadas
Casas cheias de vidas e lembranças
De fotos, presentes e alguns passados…
Bem vindo a minha casa!

Published in: on 18/01/2012 at 12:15  Deixe um comentário  

Pobre Poeta

O poeta sente a falta constante
Do carinho no coração presente
A triste ausência tão pungente
Que surge e se faz ausente

O poeta vive, respira e escreve
Do anseio do futuro incerto
Da nostalgia do passado
Que de certo não voltará.

E a poesia se completa,
Se forma e expressa
A dor e a enorme saudade
Que assola o peito desse pobre poeta.

Published in: on 02/01/2012 at 13:43  Comments (1)  

Com o Carinho Dela

Em tempos de escuridão
De tristeza e solidão
De agonia e frustração
Convém paciência e oração

O tempo corrido passando
E as preces sendo atendidas
Nascimentos de bons sentimentos
E esperança outrora perdida

Surgiste sorrateiramente
Carregando o que me faltava
O sorriso iluminado
Cabelos lindos e avermelhados
Olhos, por mim, tão desejados

Contigo, sinto-me em casa
Retorno onde nunca tinha ido
Acolhi e fui acolhido
Pela maciez de sua pele
Leveza de espírito. Que conforto!

Published in: on 17/11/2011 at 16:29  Deixe um comentário  

A Pequena

Minha pequena…
“Minha” pelo desejo continuo
Pelo interesse incessante
Pela vontade louca da posse

“Pequena” pela delicadeza
Pela concentração da beleza
Que se despe e põe à mesa.
Pra mim és princesa!

Ah minha pequena!
Princesa, desejo meu,
Sinto-me como o poetinha
Que escreve assim:
“Se fosses louca por mim…”

Figurinha dourada
Em mim estás cravada
Como jóia em rochedo.
Não deixes, minha pequena
Que esse rochedo perca seu valor…

Published in: on 11/11/2011 at 13:56  Deixe um comentário  

Futuro do Subjuntivo

Se eu pudesse tocá-la
Se ela pudesse me sentir
Se para mim entregasse
Esse amor sem fim.

De rir só de olhar
De olhar e poder ver
Toda beleza e doçura
Que só vem de você.

Se ela me ligasse
Com carinho ouvisse
Esse poeminha baixinho
Talvez comigo partisse

E enfim partindo,
Poderia sentir
O tão grande amor
Que fez morada em mim.

Published in: on 17/09/2011 at 10:35  Deixe um comentário  

Recado dela

Toda manhã, igual sonolenta manhã,
Toda uma frieza e silêncio matutino,
Toda uma preguiça no corpo,
Acordado por doces palavras
Da doce mulher dourada, amada.

As letras sendo descobertas,
Descobertas uma a uma
Como quem descobre
Uma imagem de veneração,
Uma dourada e doce imagem.

As palavras se formando
Poderia eu, escutá-las,
Escutá-las na voz doce
Da doce mulher dourada.
Da mulher tão amada.

A manhã clareava, acordava,
A primavera no outono acontecia,
A quaresma tinha se acabado,
A tristeza de vez tinha partido
Pois recebi da mulher dourada o seu recado.

Published in: on 16/08/2011 at 00:24  Deixe um comentário  

Amor Trancado

Ladeando ansiando outros lados
Acompanhando com olhos para o passado
Amar com a certeza da dúvida.

Estar sem querer ficar,
Sonhar sem poder possuir,
Escrever por não poder falar,

Pedir por não poder alcançar,
Sofrer por não conseguir,
Tentar para não desistir.

Mergulhar em seus olhos fundos,
Aprofundar sem querer emergir,
Beijar e enfim te amar.

Published in: on 04/08/2011 at 15:56  Comments (1)