Recado Para as Gêmeas Que Não São

São elas portadoras da morenice mais terna.
É sem precedentes tal amor fiel e leal!
Quanta aventura, quanta magia, quanto sorriso,
Quão pequenas são as moreninhas sem igual!
Quão grandes vossos corações,
Quão livres são vossos anseios.

Que anjinhas mais trigueiras.
Quantos amores passaram,
Quanto desejo tratado,
Desabafos em lágrimas,
Conquistas partilhadas.

Tanta vida habita nas moreninhas
De gargalhadas quase que eróticas,
Por motivos quase que infantis.
Moreninhas de inocência preservada
– nem sempre usada.
Amigas, flores mulatinhas!
Que tem raízes em meu coração, de minha vida!
Quanta cadência em vossos abraços,
Quanta verdade e vossos carinhos,
Quanta alegria no encontrar!

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Published in: Sem categoria on 06/03/2015 at 09:53  Deixe um comentário  

Trilha Inesperada

Como flor no deserto, brotou
Aquela que seria, é e será
A mulher dos sonhos,
Mulher que ando a amar.

Será ela minha calmaria, meu porto,
Minha morada cristalina e leve,
Silenciosa – nunca tranquila – amada
Da saudade constante, nunca saciada!

Em seu silêncio habita a calmaria,
Que me afasta dos tormentos da tempestade.
E com maestria e majestade me conduz,
E me deixo levar com total liberdade.

Ela me faz caminhar e me seduz
No caminho que também não conheço.
E se completa, então, o amado
Com a coisa amada.
Que a amiúde se saciam.

Published in: Sem categoria on 16/12/2014 at 07:29  Deixe um comentário  

E Mais Uma Vez…

Estou só!
A amada me deixou.
E com silêncio sepultou
Todo amor que havia,
E com secura me dizia
Que o que era nosso acabou.

A doce branca que sorria
Com os olhos e a boca,
Nessa noite balbucia
Amargas palavras de adeus.

A confiança acabou.
A leveza se perdeu.
A alegria se escondeu.
E ela sumiu.
O sopro cessou
A flor que brotara, murchou.
E eu estou só.

Published in: Sem categoria on 22/07/2014 at 10:08  Deixe um comentário  

Estação Prematura

 

Sinto ainda o beijo macio
De sua boca morna que não aconteceu.
Sinto ainda sua suave e alva pele
Se arrepiando do toque nunca dado

 

És flor, almejada minha!
Mas a primavera que não é amiga,
Resolveu acabar mais cedo…

 

A flor não se abriu.
Seu cheiro eu não senti.
A primavera morreu.
A beleza se esconde.
E o outono chegou.


Estação Prematura

Published in: Sem categoria on 26/05/2014 at 09:34  Deixe um comentário  

Obra Concretamente Abstrata

Andando distraído e sem compromisso
Deparo-me e de vez paro
E encaro a mais linda e complexa
Obra de arte.
Me encantei.
Me apaixonei.
Ela me olhava e me encarava.
Imóvel eu contemplava e queria! E quero!
Mas obra de arte não se pode tocar,
Só se pode olhar.
Mas obra de arte não responde,
Só encara e se esconde.

Arte só poderia ser mesmo no feminino!
Que nem “flor”…

Published in: Sem categoria on 28/04/2014 at 13:08  Deixe um comentário  

Poema da Orquídea

Primeiramente é preciso que haja cuidado.
Cuidado no tratar, no falar, no tocar.
No tocar é necessário e imprescindível
Que haja carinho, ternura, desejo. Sutil desejo.

Água e luz são essenciais!
Que a água esteja acompanhando doses etílicas.
Que a luz não seja tão clara nem intensa.
Que seja suave para clarear a alva superfície macia.

Quão alva e corada superfície!
Quão atraente o rubro labelo!
Quão profundas sãos as poças de ternura.
Uma poça e meia, precisamente!

Quão discreta e colorida,
Quão valiosa miúda
Quão arisca e atraente
Uma candura em forma de flor!

Para olhar seja sempre terno e invasivo,
Nunca violento ou agressivo!
Orquídeas são delicadas, nunca frágeis!
Orquídeas são leves, nunca tolas!

São fontes incessantes de poesia
E inalcançáveis às mãos do poeta.
São longínquas flores que se distanciam
E lá no alto, nos inquieta.

E no cuidado amiúde
Na dedicação quase paternal,
A orquídea cresce,
E nos toma de forma passional.

É preciso, finalmente,
Que seja firme e persistente.
Que seja bravo e coerente,
Mesmo sem saber direito o que se sente!

Published in: Sem categoria on 14/04/2014 at 08:02  Deixe um comentário  

Declaração em Segredo

Amo-te desse meu jeito…
Não do meu jeito de sempre,
Voraz, violento, barulhento…
Amo-te timidamente e em silêncio!

Amo-te com cautela
Mas sem reservas!
Amo-te, ainda, com ternura,
E com toda a bravura!

Amo-te, talvez, sem poder!
Amo-te com meu amor,
Que se abafa nesse silêncio.
Nessa quietude que penso ser nossa…

Amo-te no amor barulhento,
Que se guarda no coração acústico.
Amo-te como quem ama a desejada,
Quem espera pela almejada da inteira vida!

Amo-te de longe como posso,
E de perto como se nunca tivesse longe!
Amo-te, enfim, como me cabe.
De longe, em silêncio, contido…

Com vontade de amar-te estardalhaçamente!
Amar-te com corpo, alma e vontade!
Amar-te com verbos, pronomes e adjetivos!
Libertar isso tudo e de vez amar-te!

Published in: Sem categoria on 27/11/2013 at 17:32  Comments (1)  

Traçados Carinhosos

Carrego comigo a doçura descoberta,
A sua alegria afobada e a amizade sincera.
Revelas toda candura e toda leveza.
Oh! quão doce e misteriosa quimera.
Luz nova que adentras os olhos meus.

Perco-me em devaneios ansiosos
E anseio jogar-me em seus pensamentos,
De tornar realidade toda minha vontade
Realizar o que não foi proclamado nem prometido,
Ouvir baixinho teus sussurros em segredo.

E diante de tamanha candura e leveza
Construo uma casa aberta e arejada
Para que a luz entre e faça morada
Antes que se perca ou esmoreça
Nessa terra escura e atordoada.

Published in: Sem categoria on 22/05/2013 at 13:43  Deixe um comentário  

Ex-sempre-amor

São sorrisos tão sinceros e que não são mais meus.
São conquistas que não são mais partilhadas, nem deveriam.
São planos que continuam, mas com outro personagem, outro romance.
Fora ela a culpada, fora eu desonesto, fora nosso descuidado,
Fora nossa vida desmoronando e descambando no desafeto.

São elas em sentimentos iguais de raiva, tristeza, decepção,
São sentimentos que carregam pesadas lembranças inalteráveis.
São histórias de amor lindas que findaram sem final feliz, porque findaram.
São cartas em caixas, palavras no coração e, no fundo, uma ponta de saudade.
Fora a extinção daquilo que era eterno. E foi! Mas não durou pra sempre.

Fora tudo passando e escorrendo de nossas mãos,
Foram muitas tentativas calejadas de fortalecer as raízes,
Fora muita tensão nos ombros, fora pouca tranquilidade no coração.
Fora feitas mandingas inúteis, súplicas inalcançáveis, e nada adiantou.

Foi, passou, findou.
Assim que aconteceu.
Foi isso que deixou.

Published in: on 20/04/2013 at 12:35  Comments (1)  

Poeminha Brabinho

Quanta brabeza há na mulher amada!
Quanta frieza há nas palavras jogadas,
Quão seco fica seus olhos, que são lindos…
És braba, minha mulher amada.

Defendes com força e coragem,
O que não precisa de defesa.
Implodes calada e com tristeza.
Explodes com histeria e desordem.
Não há serenidade em sua quietude,
Não há paz em seu silêncio.
Perdes um pouco das virtudes
E sem nenhum benefício.

És doce, amável, calma e leve…
És o amor com carinho e dedicação.
Vives e age sendo amada, mulher amável.
És linda…Mesmo quando braba!

Published in: Sem categoria on 05/03/2013 at 01:39  Deixe um comentário